Como cantar na Quaresma?

Olá, meus irmãos!
A paz de Jesus!

Primeiramente, gostaria de explicar que a Quaresma é um tempo de penitência e conversão, mas não é tempo de tristeza, porque já somos vitoriosos em Cristo Jesus, que nos deu vida nova ao vencer a Morte por Sua Ressurreição.

A Quaresma é baseada nos 40 dias e 40 noites que Jesus passou no deserto enfrentando o demônio; aos 40 anos de luta do povo de Israel ao atravessar o deserto em busca da Terra Prometida; e aos 40 dias de dilúvio, quando Noé esteve na arca, passando por esse tempo de purificação.

Existe um clima todo especial que a Liturgia nos propõe nesse tempo quaresmal, e isso precisa acompanhar a música e o canto que oferecemos a Deus. Precisamos ser como os peixes, que vivem na profundidade da água e são silenciosos; ao mesmo tempo, como os pássaros que voam e entoam o seu canto com arte.

Como disse anteriormente, Quaresma não é tempo de tristeza; por isso, o nosso canto não deve ser triste, mas sereno e esperançoso, proporcionando um verdadeiro clima de oração, contemplação e penitência. Da mesma forma, não se trata de um tempo de louvor; por isso se omite o hino de louvor da Celebração Eucarística, assim como o ‘Aleluia’ na aclamação ao Evangelho, pois a palavra ‘Aleluia’ vem do hebráico: hallelujah, que significa “louvai a Deus”.

Ao entoar nossos Salmos, também não podemos compor melodias que se expressem diferente daquilo que está na liturgia. Se o Salmo é de meditação, a melodia deve ser cantada nesse sentido. Se expressa arrependimento ou súplica de piedade, tal qual precisa ser a melodia do canto que o proclama.

Todos os cantos da Missa, da mesma forma, precisam estar de acordo com a liturgia e devem ser, além de bem escolhidos, cantados e tocados de forma a promover para o que este tempo forte na Igreja nos convida: penitência e conversão.

Desejo uma ótima e santa Quaresma a todos. Deus os abençoe.

Lucas Santos 
Comunidade Canção Nova

Do Portal da Canção Nova – Formação para Músicos

Qual a importância do ministro de música na Igreja?

Texto extraído da página do Facebook “Vida Celebrada – Formação Litúrgico Catequética”; publicado em 29 de janeiro 12:19h.

O Ministério de Música pode ser definido de duas formas. A primeira delas: a ponta da lança.

O Ministério de Música é a ponta da lança, em todos os eventos e até mesmo na Santa Missa, ele precede a pregação e as leituras; é o canto que abre os corações. Por isso, por ser a ponta da lança – ou cumprir este papel – o ministro de música deve estar preparado para exercer a sua função. Quais são as formas que conhecemos para preparar-nos? A Eucaristia e a Confissão. É através da Confissão, pelas mãos do sacerdote, que somos perdoados e nos reconciliamos com Deus. E é através da Eucaristia que chegamos à intimidade com Deus, é através d’Ela que O recebemos e O sentimos em nosso ser. Sem essas duas armas, o músico não está preparado para exercer o seu ministério.

A outra definição de ministro de música é: “aquele que faz rezar”.

Se um ministro de música, diante de uma assembléia de cinco mil pessoas, conseguir – com seu canto – levar uma pessoa à conversão ou fazer com que ela renove o gosto pela oração, ou que ela imediatamente comece a orar, a sua missão, naquele dia, está cumprida! Com a suavidade do canto, ou com a humildade ao ministrar, o ministro é capaz, sim, de levar uma pessoa de volta para Deus. E a música tem justamente esta característica: ela FICA NA MEMÓRIA, tanto que, quantas vezes, nos surpreendemos com aquela música que “não sai da nossa cabeça”?

A Bíblia também nos traz vários exemplos do ministério que tranquiliza, que alegra, que devolve à paz e que – muitas vezes! – nos convoca à luta, pela força do canto, pelo vigor:

1) 1 Samuel 16,23: “E sempre que o espírito mau, permitido por Deus acometia o rei Saul, Davi tomava a harpa e tocava. Saul acalmava-se, sentia-se aliviado e o espírito mau o deixava”.

2) 2 Reis 3,15-18: “Eliseu disse: ‘trazei-me um tocador de harpas.’ Apenas fez o tocador vibrar as cordas, veio a mão do Senhor sobre Eliseu… e ele profetizou dizendo: ‘Ele também vai entregar Moab em suas mãos.’”

3) 1 Cor 15,16-22: “Davi disse aos chefes dos levitas que estabelecessem seus irmãos como cantores com instrumentos de música, cítaras, harpas e címbalos, para que sons vibrantes e alegres se fizessem ouvir. Os levitas constituíram Hemã, filhos de Joes, e dentre seus irmãos, Asaf, filhos de Baraquias… Zacarias, Osiel, Semiramot, Jaiel, Ani, Eliab… os porteiros. Os cantores Hemã, Asaf e Etã, tinham címbalos de bronze… Zacarias, Osiel, Semiramot… tinham cítaras em soprano…”

Outra coisa importante que não podemos deixar de falar: o ministro de música é tão importante quanto o liturgista. Continuamente temos que lutar para que não faltem músicos nas nossas missas. Se assumimos um dia da semana para tocar, faça chuva ou faça sol, o músico tem que comparecer, a menos que se trate de situação grave (enfermidade, falecimento na família, etc.). Ainda assim outro ministro de música deve ser comunicado!
Fonte: http://www.fundacaofraternidade.org.br

Quem canta nas celebrações litúrgicas?

Texto extraído da página do Facebook “Vida Celebrada – Formação Litúrgico Catequética”; publicado em 29 de janeiro 10:21h.

Iniciamos nossa reflexão com a seguinte motivação: “Que vosso modo de celebrar seja a própria expressão de vossa fé!” (João Paulo II). Expressão convidativa a uma reflexão mais profunda sobre as músicas que cantamos em nossas liturgias. Haja vista, mais importante antes de tudo, ressaltar quem é cantor em nossas celebrações litúrgicas. Sabemos que toda a Igreja constitui o corpo místico de Cristo. Muitos membros, que mutuamente estão a serviço uns dos outros (cf. 1Cor 14,5; Ef 4,12). Logo, o lugar de quem canta a liturgia não é de direito profissional. Referimo-nos a uma função ministerial, abraçada por homens e mulheres (cf. Lumem Gentium, 34) que celebram os mistérios de sua fé.

Por força do Batismo, toda a assembleia – os fieis – é convidada a participar das celebrações de maneira plena, consciente e ativa. De modo que se usem os meios necessários e prudentes a restabelecer e favorecer a participação do povo na liturgia. (cf. Sacrossanctum Concilium, 14). Fonseca (obra: Quem canta? O que cantar na liturgia? p.14) nos relembra que a participação dos fieis foi uma das principais preocupações que desencadeou o Vaticano II. Mas, para que isso aconteça é importante pensar em um caminho pedagógico e formativo, de preparações cuidadosas e de zelo fiel às orientações da Igreja.

Quando ligamos nossos rádios, tvs, quando acessamos a internet, quando estamos em nossas comunidades ou visitamos outras cidades… Somos envoltos da riqueza ministerial que é a nossa Igreja. Notem, no canto litúrgico temos: compositores, animadores, salmistas, instrumentistas, corais, grupos de cantores, entre outros. Todos estes ministérios são cheios de importância, pois formam um ÚNICO MINISTÉRIO LITÚRGICO. Mas, muitas vezes este ministério não tem sido desempenhado de maneira mais adequada. Em sua maioria falta formação litúrgico-musical – Eis nossa grande preocupação. Fonseca (p.15) diz que este fator acarreta grandes dificuldades, tais como: a falta de critérios teológico-litúrgicos na escolha de repertórios, maneira incorreta de tocar os instrumentos musicais, falta de entrosamento entre cantores e instrumentistas, cantores e assembleia e, ouso acrescentar, entre cantores/instrumentistas e o presidente da celebração.

Viver a nossa vocação é fazer o povo cantar o mistério celebrado.

Sem o auxílio de uma formação adequada para o desempenho do nosso ministério, caímos na tentação de cantar PARA O POVO. Vale lembrar que cantamos COM O POVO! Não levar em conta a presença do povo é fazer deles meros expectadores, que simplesmente observam e espera o “momento” acontecer. Não respeitar o direito do povo de celebrar ativa e plenamente a liturgia, é não levar em conta o autor daquela “reunião”, feita sob a ação do Espírito Santo. Sabemos e acreditamos que bendito é Aquele que reúne o seu povo em seu amor. Ou seja, Deus chamou todos os fieis, os reuniu para “louvar de todo o coração e crescer espiritualmente, deixando-se santificar pelo Espírito Santo, que atua poderosamente na celebração litúrgica” (Foncesa apud Buyst).

Se levarmos em conta a essência de nossa vocação ministerial – dom divino que o Senhor nos confiou para o bem dos nossos irmãos – não deixamos ser afetados por “estrelismos” ou modos inadequados de projetar e exibir as vaidades pessoais. O “EU” que celebra, é um “Eu” comunitário… Cantar a liturgia é cantar com toda a assembleia ali reunida. Viver a nossa vocação é fazer o povo cantar o mistério celebrado. A música tem a força de unir todas aquelas diferentes pessoas que vieram celebrar e formar um único corpo. Devemos insistir na vivência desta ideia de unidade e comunhão. Quem dera que com um estetoscópio, lá de fora, nas paredes de nossas Igrejas, pudéssemos escutar um único coração a pulsar lá de dentro. Não é uma realidade distante, pois depende de mim e de você… Depende de nós!

Sugestões práticas para que o povo possa cantar e bem celebrar: 1) Você deve ter segurança do canto; 2) O material que você vai usar (microfone, instrumento…) deve estar arrumados antes da assembleia se reunir; 3) Alguns minutos antes de começar a celebração, é importante passar o refrão dos cantos que são novos (Salmo, Comunhão, Respostas…); 4) Elogiar e incentivar a comunidade a cantar, pois você simplesmente irá sustentar o canto. É possível?

Para refletirmos: Nas celebrações em sua comunidade, você é capaz de sentir-se unido aos outros membros formando um único corpo? Como é a participação da assembleia em sua comunidade? Existe uma integração entre músicos, equipes de liturgia e presidência nas celebrações? Se modo de celebrar é a expressão do modo que acreditamos… Como você celebra em sua comunidade?

Sugestão de leitura: FONSECA, Joaquim. Quem canta? O que cantar na liturgia? Vol. 6 da Coleção Liturgia e Música. São Paulo: Paulus, 2008.

Até logo,

Um abraço fraterno e musical de
Wallison Rodrigues

FONTE: A12.COM

Nota da Página:

Sem subterfúgios e falando bem claramente: a grande maioria dos conflitos nas equipes de liturgia se dão nas equipes de canto. Perdoem se estou exagerando. Pode até ser que existam exceções, mas em geral a “fogueira de vaidades” presente nesse ministério (canto) é um entrave constante no caminhar litúrgico.

Já vi em meus anos de liturgia várias brigas e todas elas pra saber “QUEM VAI CANTAR”. Pois é, deveria ser o povo, mas na prática algumas pessoas fazem da Igreja um verdadeiro palco em busca não de servir, mas de afagos no ego. Os elogios nesse caso são uma verdadeira droga pior que a cocaína e o crack.

Chegam a importar “cantores” de outras comunidades para “AQUELA MISSA ESPECIAL” (e existe diferença?). Missa com pouco público (poucos fiéis) em geral não interessa a essas pessoas.

Urge ESPIRITUALIDADE nas equipes de canto e a consciência de deixar que a assembleia cante. Soltar de vez em quando os microfones e deixar que o povo cante ao menos os refrões ou os cantos rituais.

Repensemos em nossas comunidades em especial esse “serviço” na certeza que o Cristo é o centro da celebração!

“Protetora”, hino tradicional de Santa Edwiges

Protetora nossa querida, amparai-nos em nossa vida!Atendei!Pobres pecadores!Santa Edwiges,nos esplendores.

-Fostes forte neste mundo; entre as honras e a riqueza, vosso amor foi tão profundo ao Deus de toda beleza.

-Quão ardente o vosso zelo, protegendo a indigência!Socorrei-nos com desvelo, nobre santa, com clemência!

-Vossa glória lá nos céus, recompensa celestial; contemplar o mesmo Deus e a virgem angelical!