A Homilia

Texto extraído da página do Facebook “Vida Celebrada – Formação Litúrgico Catequética”; publicado em 29 de janeiro 19:17h.

A homilia é uma “conversa” (este é o sentido originário do termo) para aprofundar o sentido das leituras bíblicas, principalmente do evangelho, explicando seu sentido original (elemento bíblico), relacionando-o com o mistério que se celebra (elemento mistérico) e ligando-o com a atualidade da fé e da vida dos fiéis (elemento vivencial). Não é necessário falar das três leituras. Pela meditação prévia e pela preparação em conjunto (em nível de comunidade ou de paróquia), defina-se um ponto fundamental que seja relevante para a práxis da fé hoje, de preferência no Evangelho. As outras leituras fornecem ideias suplementares.

No tempo comum, a 1.ª leitura, tirada do A.T., é sempre uma ilustração daquilo que Jesus diz ou faz no Evangelho. Por isso, não é preciso falar sobre a 1.ª leitura em si; basta mostrar a luz que ela traz para melhor compreender os gestos ou as palavras de Jesus. (Já a 2.ª leitura, por seguir a sequência das cartas apostólicas, não tem sempre uma relação clara com o Evangelho.)

A homilia é essencialmente mistagógica, ou seja, conduz o fiel ao mistério eucarístico, a memória da vida, morte e ressurreição do Cristo, que confirma a sua palavra. É importante que faça aparecer o nexo entre a Palavra e a Eucaristia. 
Por outro lado, ela tem também uma função catequética, de instrução na fé, e essa instrução deve ser pedagógica, clara e bem ordenada. Para isso, é preciso, como foi dito, proceder de modo progressivo, não querer dizer tudo ao mesmo tempo, mas ater-se a uma idéia principal, que surja da proclamação da Palavra.

Ora, se em cada domingo se insiste em uma única ideia para a formação dos fiéis, é importante trazer cada domingo uma ideia nova. Existem planejamentos para os três anos litúrgicos, para que a sequência das homilias se torne uma formação permanente da fé, com a condição de que as pessoas sejam assíduas… Por isso, vale insistir que o culto sem padre tem a mesma importância pastoral que a eucaristia celebrada com padre: com ou sem padre, a Palavra de Deus é sempre alimento indispensável para a vida da fé. E o ministro que preside deve oferecer esse alimento da melhor maneira possível.

Extraído do livro: Liturgia Dominical, pág. 31, de
Johan Konings, S.J.

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