Santo Agostinho de Hipona sobre a #Quaresma

Eis o que falou Santo Agostinho de Hipona no século V:

“Entramos na observância da Quarentena, em cuja chegada vos devemos também, cada ano, uma exortação, para que a Palavra Deus, servida pelo nosso ministério, alimente o coração daqueles que vão jejuar corporalmente. Desta forma, fortalecido o homem interior com o seu alimento a prova apropriado, poderá levar a cabo e manter com fortaleza de ânimo a mortificação exterior.

Quando chega o momento de celebrar a Paixão do Senhor, devemos construir para nós uma cruz, dizendo não aos prazeres da carne… O cristão deve permanecer sempre pendente desta cruz durante toda a vida, que decorre no meio de tentações…

Não é este o tempo de arrancar os cravos! Os cravos são os preceitos da santidade. Com eles, crava na carne o temor de Deus, que nos crucifica qual hóstia (isto é, vítima) que Lhe é agradável!
Esta é uma cruz na qual o servo de Deus, não só não se sente confundido, mas até se gloria!

Esta cruz, repito, não dura só quarenta dias, mas toda esta vida, simbolizada no número místico destes quarenta dias.
Ó cristão, vive sempre assim neste mundo!
Se não queres afundar os teus passos na lama da terra, não desças desta cruz! Mas, se isto deve ser feito durante toda a vida, quanto mais nestes dias da Quarentena, nos quais não só se vive, mas também se simboliza essa vida!”

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