“Vimos Sua Estrela; viemos adorá-Lo!”

 

Domingo próximo, a Igreja no Brasil celebrará a Solenidade da Epifania do Senhor, aquela conhecida pelo povo como Festa de Reis. A palavra epifania significa manifestação: guiados pela luz do Menino, os magos, pagãos estrangeiros, vêm de longe para homenagear o Recém-nascido. O Menino veio para todos; Ele é “luz para iluminar as nações” (Lc 2,32). Os Magos, essas figuras misteriosas, têm muito que dizer ao mundo atual, a nós: saem de suas terras distantes, de sua lógica, abandonam como que a sua comodidade e deixam-se guiar pela estrela do Menino.

Essa estrela não é um astro qualquer, não tem uma luz como os outros corpos celestes, não pode ser percebida por astrônomos ou capturada por potentes telescópios. Ela somente pode ser percebida pelos humildes de coração, que sinceramente buscam a Deus; ela brilha no coração de cada ser humano que não se fecha para o Mistério: os Magos, com um coração aberto e humilde, viram-na e seguiram-na, deixando sua terra, sua vida… Herodes e Jerusalém, no entanto, não a enxergaram!

Na estrela do Menino aparece claro que Deus deseja a salvação de todos: ninguém fica fora do Seu chamado. No Seu Filho Jesus Cristo, Deus chama toda a humanidade à salvação, bate a porta de cada coração humano. No entanto, com certa desilusão, constatamos que nossa sociedade tem se fechado para a luz do Menino. O século XXI chegou e encontrou uma humanidade com um coração fechado numa civilização com seríssimos traços de morte, que revelam um coração fechado para a luz do Menino, um coração que pode, tragicamente, como Jerusalém e como Herodes, não enxergar a luz que brilhou.

Talvez nunca, como em nossa época, o homem sentiu-se tão fechado em si mesmo, tão autossuficiente… Por isso não pode ver a luz do Salvador. Para vê-la, é necessário ser pequeno, é necessário deixar, é necessário partir a caminho, procurando o Rei que nasceu… Foi isso que os Magos fizeram – e por isso “alegraram-se imensamente” (Mt 2,10). O coração humano somente pode alegrar-se de verdade, de modo consistente e pleno, quando se deixa iluminar pela luz do Cristo: a vida ganha um novo sentido! Os Magos seguiram a luz com humildade, coragem e confiança; alegraram-se com o Menino, pois atingiram o Deus inatingível… E “regressaram por outro caminho” (cf. Mt 2, 12): ninguém que encontre a luz do Menino, que por Ele se deixe iluminar volta do mesmo jeito, pelo mesmo caminho!

Seja esta a graça deste 2018, recém-nascido como o Deus-Menino a quem a Sempre Virgem deu a luz na noite fria de Belém!

Texto de Dom Henrique Soares da Costa, bispo de Palmares-PE.

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