Nota

Quem somos?

Este blog Portal da Capela foi abraçado por mim, Rafael Rocha, seminarista da Arquidiocese de Fortaleza cursando Filosofia, como um projeto de evangelização no mundo virtual (minha caminhada de discernimento e crescimento vocacional e assuntos sobre a nossa catolicidade). Também não deixo de externar minha opinião sobre os diversos assuntos da nossa vida. Antes era gerenciado para divulgar as ações pastorais da minha Comunidade de origem – Santa Edwiges, no Conjunto Curió, vinculada à paróquia São José – Lagoa Redonda. Siga-nos. Juntos somos mais!

Anúncios

Entendendo a Palavra: Segundo Domingo da #Páscoa

Do bispo de Palmares, Dom Henrique Soares, este texto publicado na rede social Facebook.

“Estamos ainda em pleno dia da Páscoa, “o Dia que o Senhor fez para nós” – é esta a Oitava da Santa Páscoa.

Se no dia mesmo da Ressurreição, a Liturgia centrava nossa atenção no próprio Senhor ressuscitado, vencedor da morte, hoje, neste Domingo da Oitava, a atenção concentra-se nos efeitos dessa vitória formidável para nós e para toda a humanidade.

Eis! O Senhor Jesus, morto como homem, morto na Sua natureza humana, foi ressuscitado pelo Pai, que derramou sobre Ele o Espírito Santo, Senhor que dá a Vida; como diz a Primeira Epístola de São Pedro: “Morto na carne, isto é, na Sua natureza humana, foi vivificado no Espírito, isto é, na força vivificante, que é o Espírito do Pai (cf. 3,18). E agora, cheio do Espírito, Jesus nos dá esse Dom divino, esse fruto da Sua Ressurreição.

Primeiro dá-Lo aos Seus apóstolos “ao anoitecer daquele dia, o primeiro depois do sábado”.
Passou o sábado dos judeus, passou a Lei de Moisés, passou a antiga criação. E Jesus ressuscitado sopra sobre os Apóstolos o Espírito Santo, recebido do Pai na Ressurreição: “Como o Pai Me enviou na potência do Espírito, também Eu vos envio agora na força desse mesmo Espírito! Recebei, pois, o Espírito Santo, dado para gerar o mundo novo, o homem novo, o homem segundo a Minha imagem, o homem reconciliado, na paz com Deus! Paz a vós! Os pecados serão perdoados nesse dom do Meu Espírito!”
Assim começa o cristianismo, assim ganha vida a Igreja: no Espírito do Ressuscitado!

Os Apóstolos agora, recebendo o Espírito, recebem a Vida nova do Cristo, a Vida que dura para a Eternidade. Esse mesmo Espírito, nós O recebemos nas águas do Batismo e na comunhão com o Sangue do Senhor na Eucaristia. Por isso mesmo, a oração da Missa hodierna nos pede a graça de compreender melhor, isto é, de viver intensamente na vida “o Batismo que nos lavou, o Espírito que nos deu nova Vida e o Sangue que nos lavou”.
Em outras palavras: pela participação aos santos sacramentos, sobretudo o Batismo e a Eucaristia, nós recebemos continuamente o Espírito do Ressuscitado e, assim, recebemos a Sua nova Vida, a Vida que nos renova já aqui, neste mundo, e nos dá a Vida eterna. Por isso a segunda leitura de hoje nos diz que o Pai, “em Sua grande misericórdia, pela Ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível”, reservada a nós nos Céus!
A Ressurreição de Cristo é garantia da nossa, o Seu Espírito, que nós recebemos, é semente e garantia de Vida eterna e, por isso, é causa de alegria e força para nós, cristãos. Nós recebemos a Vida eterna, nós cremos na Vida eterna, nós já vivemos tendo em nós as sementes da Vida eterna!

Mas, estejamos atentos: esta nossa fé na Ressurreição tem consequências concretas para nós: “Os que haviam se convertido eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum…”
Eis: a fé na Ressurreição do Senhor, a vida vivida na Vida nova que Cristo nos concedeu, faz-nos existir de um modo novo, iluminados por uma nova regra de vida (o ensinamento dos apóstolos e seus sucessores), sustentados pela fração do Pão eucarístico e testemunhas de uma vida de comunhão, de amor fraterno, de mansidão, de coração aberto para Deus e os irmãos.

Mais uma coisa: estejamos atentos para um fato importantíssimo: a Ressurreição do Senhor não é uma fábula, não é um mito, não é uma parábola. O Senhor realmente venceu a morte, realmente entrou no Cenáculo e realmente Tomé, admirado e envergonhado, feliz pelo Senhor e triste por sua incredulidade, tocou as mãos e o lado do Senhor vivo, ressuscitado! Por isso, o cristão não se apavora diante dos reveses da vida, dos compromissos e renúncias pelo testemunho de Cristo e nem mesmo diante da morte: “Sem ter visto o Senhor, vós O amais. Sem o ver ainda, Nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação”. Esta é a nossa fé, a nossa esperança, a firme certeza da nossa existência neste mundo e naquele que há de vir! Amém.”