Um trecho da #Palavra

“Ela deu mais do que todos, simplesmente ela deu tudo” (Mc 12, 43-44).

Deus aceita nossa pequenez. Você está sendo capaz de doar sua pobreza ao Senhor?

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Até quando assitiremos a tragédias e ações criminosas como a de Mariana e Brumadinho?

O portal G1 divulgou que o lobby da mineração não mede esforços para garantir máximos lucros em detrimento de uma atividade devidamente regulamentada e fiscalizada….

Leia:

É estranho o silêncio do diretor-presidente da Agência Nacional de Mineração em relação à tragédia de Brumadinho. Victor Bicca assumiu o cargo no final do ano passado herdando a sucateada estrutura do Departamento Nacional de Produção Mineral (em que ocupava a função de diretor-geral) para fiscalizar a segurança das barragens de rejeitos minerais em todo o país. Por Lei, esta é uma das principais atribuições da Agência chefiada por ele.

Ao ser sabatinado no Senado, Bicca não foi indagado por nenhum parlamentar sobre a segurança das barragens ou a redução do nível de risco dessas estruturas. O clima era de confraternização, apesar do que houve em Mariana, a maior tragédia ambiental envolvendo rejeitos de minério da história. Coube ao senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), um dos políticos claramente identificados com o lobby da mineração no Congresso, ser o relator do processo que resultou na escolha do novo diretor.

À frente da Agência, Victor Bicca prometeu acelerar a tramitação de processos para a exploração de 20 mil novas jazidas de minério ainda este ano, e pediu ao Congresso que aprove a abertura de lavras em terras indígenas. Apoiado pelo MDB de Minas Gerais, Bicca é aliado de Leonardo Quintão, ex-deputado federal por Minas Gerais, que teve a campanha financiada por mineradoras e tem um irmão empresário atuando no ramo da mineração. Em 2015, antes da tragédia de Mariana, Quintão era o relator do Código da Mineração, bastante criticado pela ausência de regras rígidas que pudessem garantir a devida proteção às populações que vivem próximas das barragens e ao meio ambiente.

Leonardo Quintão não conseguiu se reeleger, mas seus préstimos foram reconhecidos pelo atual governo. Ele foi nomeado pelo ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, “secretário especial” para comandar as articulações políticas do governo Bolsonaro no Senado.

No primeiro escalão do governo, quem mais deveria zelar pelos interesses do meio ambiente foi condenado em primeira instância pela Justiça de São Paulo por improbidade administrativa num caso envolvendo mineração. O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles foi considerado culpado por alterar de forma fraudulenta a Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê (APAVRT) “beneficiando setores econômicos, notadamente a mineração”.

A mineração é responsável por 5% do PIB brasileiro. Apenas no ano passado as exportações de minério somaram mais de U$20 bilhões. É evidente que este é um setor estratégico da economia e não seria inteligente interrompê-la sem que haja necessidade. Mas ficou igualmente óbvio que a sociedade não está mais disposta a pagar com vidas humanas e novos desastres ambientais pelo descaso e leniência como essa atividade vem sendo administrada por muitas empresas com a complacência das autoridades competentes.

É inadmissível que a tragédia de Mariana não tenha determinado mudanças efetivas nos protocolos de segurança das empresas do setor. A maneira como o lobby da mineração se infiltra com impressionante fluidez nos Poderes Executivo e Legislativo, não priorizando a elevação dos padrões de segurança das barragens, gera apreensão. E quando se constata que as lições de Mariana não foram devidamente apreendidas, abre-se espaço para a suspeição. Brumadinho mudará isso?

O anúncio do presidente da Vale de que suspenderá as atividades em todas as barragens com alteamento a jusante (processo que levará entre 2 e 3 anos) não resolve o problema. Precisamos esclarecer os muitos pontos obscuros que envolvem as relações (e conflitos de interesse) entre o o setor público e privado. A mineração no Brasil precisa de um choque de ética e transparência.

FONTE: Blog do André Trigueiro, matéria de 30/01/2019 – 14h.

Meditação para este IV Domingo da Quaresma – Ano B

Texto de Dom Henrique, bispo de Palmares-PE, publicado na rede social Facebook.

“Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações” (Is 66,10s). Caríssimos em Cristo, estas palavras de Isaías dão o tom da liturgia deste Domingo, chamado pela liturgia de Domingo Laetare – Domingo “Alegra-te!” Não se trata de um “Domingo da Alegria” – isto não existe na Liturgia… Por favor, nunca esqueçamos que a Liturgia não celebra temas, mas eventos salvíficos, acontecimentos realizados pelo Senhor para a nossa salvação!
Pois bem, no meio da Quaresma, na metade do caminho para a solene celebração anual da Ressurreição do Senhor, a Igreja nos convida à uma atitude interior de alegria pela aproximação da Santa Páscoa. Daí hoje a cor rosa e até mesmo as flores na igreja. “Alegra-te, Jerusalém!” – Jerusalém é a Igreja,é o Povo santo de Deus, o novo Israel, é cada um de nós… Alegremo-nos, apesar das tristezas da vida, apesar da consciência dos nossos pecados! Alegremo-nos, porque a misericórdia do Senhor é maior que nossa miséria humana!

Como o povo da Antiga Aliança, também nós tantas vezes somos infiéis – já devíamos ter visto isso claramente a esta altura da Quaresma! É trágico, na primeira leitura, o resumo que o Livro das Crônicas traçou da história de Israel: “Todos os chefes dos sacerdotes e o povo multiplicaram suas infidelidades, imitando as práticas abomináveis das nações pagãs. O Senhor Deus dirigia-lhes a palavra por meio de Seus mensageiros, porque tinha compaixão do Seu povo. Mas, eles zombavam dos enviados de Deus, até que o furor do Senhor se levantou contra o Seu povo e não teve mais jeito”. Com estas palavras dramáticas, o Autor sagrado nos explica o motivo do terrível e doloroso exílio da Babilônia: Israel fez pouco de Deus, virou-Lhe as costas; por isso mesmo, foi expulso do aconchego do Senhor na Terra que lhe fora prometida, perdeu a liberdade, o Templo, a Cidade Santa, e tornou-se escravo no Exílio de Babilônia.
Aqui aparece toda a gravidade do pecado, que provoca a ira de Deus! É sempre essa a consequência do pecado: o exílio do coração, a escravidão da vida!
A Escritura nos ensina, caríssimos, que Deus nunca faz pouco do nosso pecado, nunca passa a mão na nossa cabeça, jamais faz de conta que não pecamos! Jamais dispensa de modo leviano as nossas infidelidades! E por quê? Porque realmente nos ama, nos leva a sério, faz conta de nós! Ora, o pecado, afastando-nos de Deus, nos desfigura e nos faz perder o rumo e o sentido da existência. Por isso mesmo, causa a ira de Deus! Pois bem, o Senhor levou, então, Seu povo para o terrível deserto do Exílio para corrigi-lo e fazê-lo voltar de todo o coração para Aquele que é seu único bem, sua verdadeira riqueza – aquele que é o seu Deus!
É por misericórdia que Ele corrige Israel, por misericórdia que nos corrige: “Pois o Senhor não rejeita para sempre: se Ele aflige, Ele Se compadece, segundo Sua grande bondade. Pois não é de bom grado que Ele humilha e que aflige os filhos do homem” (Lm 3,31-33). Deus é amor e misericórdia. A leitura do Livro das Crônicas nos mostrou que, uma vez Israel convertido, corrigido, o Senhor fá-lo voltar para a Terra sempre prometida. Sim, efetivamente, “não é de bom grado que Ele humilha e que aflige os filhos do homem”.

Caríssimos, esta mesma ideia que tantas vezes aparece no Antigo Testamento, cumpre-se de modo definitivo em Cristo Jesus. Hoje, o Evangelho que escutamos, com palavras comoventes, explica a missão do Cristo nosso Senhor: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o Seu Filho unigênito, para que não morra todo aquele que Nele crer, mas tenha a Vida eterna. De fato, Deus não enviou o Seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele”. Porque “estávamos mortos por causa de nossos pecados”, Deus, na Sua imensa misericórdia, nos deu a Vida no Seu Filho único.
Vejamos bem, irmãos: há duas realidades que são bem concretas na nossa existência. Primeiro, a realidade do nosso pecado. Nesta metade de caminho quaresmal, é preciso que tenhamos a coragem de reconhecer que somos pecadores, que temos profundas quebraduras interiores, paixões desordenadas, desejos desencontrados que combatem em nós… Quantas incoerências, quantos fechamentos para Deus e para os outros, quantas resistências à graça, quantas máscaras! A humanidade é isso! Não somos bonzinhos! Somos todos feridos, todos doentes, todos pecadores, todos necessitados da salvação!
Mas, ao lado dessa realidade tão triste, há uma outra: Deus não Se cansa de nós; estende-nos a mão para nos tirar do nosso atoleiro e nos salvar! Essa mão estendida é o Seu Filho Jesus! Deus amou tanto o mundo, levou-nos tão a sério, que entregou o Seu Filho, o Amado, o Único, o Santo! Grande o nosso pecado, imensa a misericórdia de Deus em Cristo;
grande a nossa treva, imensa a Luz de Deus que nela brilhou em Cristo;
grande o nosso egoísmo, imenso o amor de Deus manifestado em Cristo;
grande a nossa morte, imensa a Vida que nos foi dada em Cristo Jesus, nosso Senhor!

Amados em Cristo, a grande tentação de nossa época é fazer pouco de Deus e, cinicamente, mascarar nosso pecado. Quantos cristãos adulteram, roubam, fornicam, abortam, maltratam os demais, negligenciam seus deveres para com Deus e com a Igreja, desobedecem aos mandamentos, e não estão nem aí. É um espírito de descrença, de falta de atenção e delicadeza para com o Senhor. Vemos isso em tanta gente de Igreja… Aqueles que nos corrigem são chamados logo de reacionários, fechados, sem misericórdia, duros, insensíveis para o mundo atual… E no entanto, a Palavra do Senhor é clara: é necessário que fixemos o olhar em Cristo que Se entregou por nós e reconheçamos a gravidade e a concretude do nosso pecado! Volta, Israel! Volta, Igreja de Cristo! Volta, povo do Senhor! Voltemos, irmãos e irmãs! Em Cristo Jesus, nosso Salvador, “Deus quis mostrar a incomparável riqueza da Sua graça!” Não brinquemos com o amor de Deus, não recebamos em vão a Sua correção!

Recordemos que hoje, no Evangelho, após mostrar o imenso amor de Deus pelo mundo, a ponto de entregar o Filho amado, a Palavra santa nos previne duramente: Quem Nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no Nome do Filho unigênito”. Ora, caríssimos, acreditar no Nome de Jesus não é aderir a uma teoria, mas levá-Lo a sério na vida pelo esforço contínuo de conversão à Sua Pessoa divina e à Sua Palavra santa! Crede, irmãos, crede, irmãs! Crede não com palavras vãs! Crede com o afeto, crede com o coração, crede com os lábios, mas, sobretudo, crede com as mãos, com os vossos atos, com a prática da vossa vida! De verdade creremos na medida em que de verdade nos abrirmos para a Sua luz; pois “o julgamento é este: a Luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz”.

Que o Senhor nos dê a graça de ver realisticamente nossos pecados, reconhecê-los humildemente e confessá-los sinceramente, para celebrarmos verdadeiramente a Páscoa que se aproxima e dela participar eternamente na glória do Céu. Amém.

Festa de São José, na Lagoa Redonda

A paróquia de Lagoa Redonda promoverá do dia 09 a 19 a festa do querido padroeiro e patrono da Igreja, o Glorioso São José. O tema da festa é “Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito” (1Jo 1,3).

icone de sao jose

Os horários são:

De segunda a sexta: Novena às 19h e Missa às 19:30h;

Sábado e domingo: Novena às 18:30h e Missa às 19h.

O pároco pe. Nazareno presidirá a Missa de Abertura dos Festejos. Todos são convidados!

Informações: (85) 3476-8904 / 9.8973-6412 e na página da PASCOM na rede social Facebook.

A Igreja Matriz São José está localizada na Avenida Recreio, nº. 1815 – Lagoa Redonda, Fortaleza/CE.